Lançamento do Livro O Pasquineiro da Roça: a hiperedição dos panfletos de Eulálio Motta

Convidamos a todos para o lançamento do meu livro O Pasquineiro da Roça: a hiperedição dos panfletos de Eulálio Motta (UEFS Editora).

Data do lançamento: 17 de dezembro de 2015

Local: Hall da Reitoria da Universidade Estadual de Feira de Santana

Horário: 16h

PREFÁCIO
O Pasquineiro da Roça: a hiperedição dos panfletos de Eulálio Motta é como Patrício Nunes Barreiros intitula o seu livro no qual apresenta a produção panfletária de Eulálio Motta, não sem antes discutir com precisão quem é este sujeito-autor muitas vezes atormentado pelos fatos político-sociais da Bahia e, em especial, da região de Mundo Novo. São propostas duas edições que fazem interface entre si, a que se publica neste livro e uma edição em hipertexto que pode ser acessada no sitewww.eulaliomotta.uefs.br. Entretanto, as edições são precedidas de estudos que mostram e completam a trajetória já percorrida na edição dos sonetos de Eulálio Motta. Agora, oferece-se uma descrição precisa do acervo deste escritor mundonovense e se tecem considerações relativas ao entorno do livro, ao seu paratexto, fundamentando-se em reflexões teóricas que sustentam a sua argumentação.
Divide-se o livro em seis partes, precedidos de uma apresentação. Como se afirma no corpo do texto, ao editar os textos de Eulálio Motta, pretende-se contribuir com a história cultural das práticas de escrita, com a história e com a memória literária da Bahia. Apresentam-se, além disso, as discussões e a metodologia empregada na hiperedição dos panfletos, demonstrando quanto é possível inovar no campo da Crítica Textual, colaborando, desse modo, para a ampliação no campo dos estudos filológicos e das humanidades digitais. Na perspectiva desse último propósito, ressaltam-se, a partir de uma existência material/analógica, como os panfletos de Eulálio Motta foram produzidos, distribuídos, lidos e preservados.
Destaca-se na Apresentação o fato de que a inserção dos textos no meio digital leva ao estabelecimento de uma nova lógica para eles, através da aplicação de um método interdisciplinar, envolvendo sete diferentes aspectos, a saber o estudo do acervo do escritor, a memória literária, a história cultural das práticas de escrita, a crítica textual, as humanidades digitais e, por fim, a informática, como vai escrito:

(a) o estudo do acervo como lugar de memória, onde se manifestam a história primordial dos textos e as identidades do sujeito que os escreveu;
(b) a memória literária, pelo estudo de documentos de fonte primária;
(c) a arquivística e o tratamento de acervos, necessários para a organização e sistematização dos documentos com vista à edição digital;
(d) a história cultural das práticas de escrita que se ampara na nova história cultural, na sociologia dos textos e na história da cultura escrita, com o objetivo de entender como o código escrito foi utilizado em determinados contextos, tendo como cerne da discussão as práticas de produção, circulação e apropriação dos panfletos;
(e) a Crítica Textual indispensável a qualquer atividade de edição de texto;
(f) as humanidades digitais aplicadas à edição de textos e às inovações desse campo para se repensar as práticas de pesquisa nas ciências humanas; e
(g) a informática que dispõe de ferramentas e tecnologias para desenvolver a edição digital [grifos nossos] (p. 20).

Eulálio Motta e seu acervo: os itinerários da memória, a primeira parte, apresenta doze divisões que tratam do acervo pessoal, destacando-se a memória, a identidade e a produção do eu; do acervo do escritor; da descrição e da organização do acervo, fazendo-se um breve inventário comentado; das séries do acervo comentadas; de Eulálio Motta como personagem de si; da diáspora do poeta, “escriba da roça”, mostrando-se a trajetória que vai da vila do Alto Bonito à capital; do escritor no fronte integralista; e, nessa direção, o bordão “Por Deus, pela pátria, pelo Brasil!”; do escritor como o “Porta-voz” do Partido da Representação Popular; do sentimento de Eulálio Motta durante as lutas integralistas, em relação a Mundo Novo, em Assaltaram “o meu Torrão”; da política local, esboçando o tratamento aos correligionários ou a seus oponentes, ao mandar-lhes flores ou pedras, respectivamente; finalmente da Ditadura Militar, considerada como utopia ou desilusão.
Destaca-se nessa parte a elaboração de um código catalográfico do acervo composto por cinco categorias representadas por sequências alfanuméricas, aplicados a oito classes de documentos: cadernos, correspondência, datiloscritos, diplomas, documentos pessoais, fotografias, impressos, manuscritos e outros.

Dra. Célia Marques Telles
Professora Titular de Filologia da Universidade Federal da Bahia
Pesquisadora do CNPq

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